A linha do topo encerra o hexagrama e coroa a consumação da via familiar; por isso expõe até o limite o fundamento do governo do lar.
A via para conduzir a família é impraticável sem a suprema sinceridade; por conseguinte, mantendo a lealdade fidedigna no coração, ela poderá perdurar por longo tempo e a multidão se transformará espontaneamente para o bem.
Se a conduta não provier da mais sincera retidão, a própria pessoa será incapaz de mantê-la com constância, quanto mais de exigir tal proceder de outrem! Por isso, o governo do lar toma a veracidade confiável por princípio basilar.
Quem rege o lar lida cotidianamente com o afeto de esposa e filhos: se o carinho for excessivo, faltará autoridade solene; se a indulgência sobrepujar o senso do dever, obscurecer-se-á a justiça moral.
Por essa razão, as calamidades no seio doméstico costumam nascer da carência de disciplina e decoro ritual, donde brotam a intimidade desrespeitosa e o desleixo.
Jamais se viu um lar escapar ao caos quando os mais velhos perdem a dignidade respeitável e os mais jovens esquecem a obediência reverente. Logo, é mister possuir autoridade imponente para colher boa fortuna no desfecho.
Assegurar o termo harmonioso da casa apoia-se tão somente em dois pilares: veracidade fidedigna e dignidade austera; eis por que isso é declarado na conclusão do hexagrama.