O nove no início, sendo yang e firme, reside na base do corpo luminoso: é o homem nobre dotado de virtude firme e clara que permanece na posição inferior.
Não tendo cargo público de autoridade, nada pode aplicar ao governo do mundo; resta-lhe apenas ornar com nobreza a sua própria conduta.
Os artelhos situam-se na base e servem ao caminhar; o caminho pelo qual o homem nobre orna a sua integridade consiste em retificar o próprio agir, guardar os princípios e manter-se na justiça, jamais agindo com negligência.
Se a justiça assim o exigir, ele prefere abandonar carruagens suntuosas e caminhar a pé; o que o vulgo toma por vergonha, o homem nobre considera como a sua verdadeira graça.
O sentido de renunciar ao carro e seguir a pé decorre tanto da proximidade quanto da correspondência: a linha inicial é contígua à segunda e corresponde à quarta. A correspondência com a quarta é legítima e correta; a ligação com a segunda não o é.
A integridade do nove no início, firme e luminosa, faz com que ele guarde a justiça sem associar-se indevidamente com a vizinha segunda linha, buscando de longe a legítima quarta: pretere a facilidade imediata e abraça a via árdua, como quem deixa a carruagem para ir a pé.
Preservar o dever e a honra é o adorno supremo do homem nobre; por isso, aquilo que este estima como graça é o que os costumes mundanos desdenham, e o que o mundo preza como nobre é o que o homem nobre considera vil.
A menção ao carro e aos pés apoia-se no sentido natural dos artelhos e do caminhar. A Imagem diz: «Abandona o carro e vai a pé»: por justiça, não lhe cabe montar. Renunciar à carruagem e caminhar a pé significa que o dever moral proíbe a carona indevida.
A linha inicial responde legitimamente à quarta; seguir a segunda seria incorreto. Abandonar a facilidade vizinha da segunda para buscar a dificuldade da quarta linha equivale a descer do veículo para marchar a pé.
O adorno do homem nobre reside tão-somente em guardar a sua honra.