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Hexagrama do dia domingo, 30 de agosto de 2026: #24 O retorno (复)

Cada dia do calendário corresponde de forma determinística a um hexagrama: sua posição numa rotação contínua de 64 dias pela sequência do rei Wen. Sem consulta, sem aleatoriedade.

Leitura moderna

O hexagrama Fu simboliza o renascimento da energia yang e o retorno aos ciclos naturais após um período de retração e esgotamento. Trata-se de acolher a nova vitalidade com paciência e recolhimento, permitindo que o crescimento se consolide gradualmente.

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Pedido de leitura de I Ching / BaZi (de eastalmanac.com).
Page: Daily hexagram 2026-08-30: #24 O retorno.
Interprete em duas camadas clássicas: 1) Evidência estrutural: dinâmica das linhas ou equilíbrio elemental. 2) Veredito prático: resposta direta e clara à consulta, com 2–3 passos de ação concretos (iniciando com verbos) e alertas conscientes. Sabedoria para autorreflexão. Página de origem:
https://eastalmanac.com/pt/daily-hexagram/2026-08-30/

Mapa BaZi

Na leitura dos Quatro Pilares, este hexagrama reflete o movimento sutil em que a energia yang desponta na profundidade do inverno, marcando a virada de um ciclo antes estagnado.

Como o elemento favorável ainda é incipiente, a recomendação tradicional é preservar as forças em vez de forçar manifestações prematuras. Em suma, o momento indica uma virada positiva no fluxo pessoal, exigindo cautela e cultivo paciente da energia.

Mapa astral ocidental

Astrologicamente, a configuração evoca uma Lua Nova promissora ou o término de retrogradações significativas, onde os canais antes bloqueados começam a se reabrir. Embora a nova fase traga clareza de rumo, os impulsos iniciais ainda requerem tempo para criar raízes sólidas.

Em suma, acolha os novos horizontes com passos graduais e consistentes, sem precipitação.

Consulta do I Ching

A estrutura de Zhen sob Kun indica movimento interior contido por docilidade externa, alinhando-se ao comentário Tuan sobre o retorno harmonioso do princípio firme.

O Grande Comentário das Imagens recorda que os antigos soberanos fechavam as passagens no solstício, resguardando o gérmen vital de perturbações externas. Em suma, a força nascente é favorável, mas exige serenidade e recolhimento para florescer com segurança.

Carreira

No âmbito profissional, desenha-se um novo ponto de partida ou a transição para projetos que começam a germinar de maneira discreta. É desaconselhável tentar expandir operações de imediato; o foco deve recair no planejamento cuidadoso e no alinhamento da equipe.

Em suma, reconheça o recomeço como uma oportunidade de estruturação sólida antes de dar passos ambiciosos.

Riqueza

O panorama financeiro aponta para a recuperação gradual do equilíbrio, atenuando pressões anteriores através de pequenos e constantes influxos. A abordagem clássica sugere reorganizar orçamentos e priorizar reservas em vez de assumir compromissos de risco.

Em suma, administre com zelo as finanças emergentes para construir estabilidade de longo prazo.

Amor e relacionamentos

Nas relações afetivas, surge a oportunidade de superar distanciamentos ou desentendimentos passados com base na empatia e na renovação do diálogo. Retomar os laços de forma suave e despretensiosa permite que a intimidade renasça sem o peso de cobranças antigas.

Em suma, dê tempo ao tempo e cultive a reconciliação com delicadeza e paciência.

Saúde

O organismo entra em uma fase de restauração de vitalidade, recomendando-se repouso adequado e proteção térmica para restabelecer as energias basais. Evitar estresse e sobrecargas físicas permite que os processos naturais de recuperação atuem plenamente.

Em suma, priorize o descanso consciente e a nutrição equilibrada para revitalizar o corpo no próprio ritmo.

Crescimento pessoal

O cultivo pessoal enfatiza a máxima de contemplar o coração do Céu e da Terra, convidando ao retorno à própria essência e aos valores fundamentais. Ao se desvencilhar de excessos e ruídos externos, o indivíduo reencontra a clareza e a integridade de propósitos.

Em suma, reencontre o seu centro por meio da introspecção e da fidelidade a si mesmo.

Compatibilidade

A dinâmica interpessoal mostra o início de um alinhamento harmonioso, no qual afinidades sinceras e apoios discretos voltam a se congregar. O respeito mútuo ao espaço e ao tempo de cada um estabelece a base para alianças duradouras.

Em suma, valorize as conexões que florescem na honestidade e no companheirismo espontâneo.

Ciclos de fortuna

O ciclo temporal aponta para uma transição luminosa, onde as dificuldades de períodos precedentes cedem espaço a um avanço progressivo. Mesmo que o ritmo pareça lento à primeira vista, a direção geral favorece a reconstrução contínua.

Em suma, confie na mudança gradual de maré e mantenha a constância em suas ações cotidianas.

Leitura anual

Para as perspectivas do ano, a leitura tradicional indica uma trajetória de recuperação estável, sugerindo recolhimento inicial e consolidação progressiva nos meses seguintes. Os primeiros passos devem ser dedicados a plantar bases sólidas e proteger recursos vitais.

Em suma, este é um período propício para semear com calma e colher os frutos da perseverança.

Análise do nome

Na análise onomástica sob a ótica de Fu, a tradição favorece termos que transmitam renovação, vitalidade serena, integridade e retorno à retidão. Estruturas equilibradas que combinem força contida e nobreza refletem a essência de um novo começo auspicioso.

Em suma, priorize vocábulos que inspirem renascimento pacífico e solidez interior.

Escolha de datas

Para a escolha de datas, o simbolismo do retorno favorece atividades de descanso, planejamento estratégico, inaugurações sóbrias e reuniões familiares pacíficas.

Evitam-se dias destinados a disputas intensas, confrontos ruidosos ou mudanças drásticas que perturbem o repouso primordial. Em suma, escolha momentos serenos dedicados ao recomeço e à harmonização.

Feng Shui

No espaço ambiental, o trovão oculto sob a terra pede um equilíbrio silencioso, reservando setores de calma e boa ventilação nos eixos associados a Madeira e Terra. Reduzir a desordem e ruídos excessivos ajuda a proteger a energia sutil que começa a circular na residência.

Em suma, cultive um ambiente acolhedor e tranquilo para abrigar a prosperidade nascente.

Referências

Texto original

Juízo

O Retorno: Sucesso. Ao sair e entrar, sem aflição; amigos chegam, sem culpa. Vai e volta pelo seu caminho; em sete dias vem o retorno. É favorável ter para onde ir.

Comentário Tuan

O Retorno, sucesso: o firme retorna; move-se e avança com docilidade, por isso ‘ao sair e entrar, sem aflição, amigos chegam, sem culpa’. ‘Vai e volta pelo seu caminho, em sete dias vem o retorno’: este é o curso do Céu. ‘É favorável ter para onde ir’: o firme está crescendo.

Não se contempla no Retorno o coração do Céu e da Terra?

Grande Imagem

O trovão no meio da terra: O Retorno. Os antigos reis, assim, fechavam as passagens no dia do solstício; mercadores e viajantes não transitavam, e o soberano não inspecionava as regiões.

Comentário clássico

Zhouyi BenyiJuízo

O 'fù' de 'fǎnfù' (ir e vir) tem o som de fāng fú fǎn, grafando-se também como 覆; o mesmo se aplica ao Tuan.

Fù significa o yang que renasce embaixo. Quando a desintegração se completa, tem-se Kūn pura, o hexagrama do décimo mês, momento em que o sopro yang já começa a nascer embaixo.

Acumulando-se ao longo de mais um mês, a forma de uma única linha yang finalmente se constitui e retorna; por isso, o hexagrama do décimo primeiro mês é Fù (O Retorno). Como o yang já se fora e agora retorna, há a via da prosperidade e do sucesso.

Ademais, o trigrama interior é Zhèn e o exterior é Kūn: há a imagem do yang movendo-se embaixo e avançando docilmente para cima.

Por isso, seu prognóstico indica que nas próprias entradas e saídas não haverá enfermidade, e a vinda de companheiros e semelhantes será isenta de culpa.

Além disso, desde o nascimento do primeiro yin no quinto mês (hexagrama Gòu) até aqui, decorrem sete linhas até que um yang retorne, o que reflete a marcha natural das revoluções celestes.

Assim, o prognóstico também diz: 'o seu caminho vai e volta; ao sétimo dia há de vir o retorno'. E porque a virtude da firmeza está a crescer, o prognóstico aduz: 'é favorável ter para onde ir'. 'O seu caminho vai e volta' encerra o sentido de ir e retornar, vir e partir.

'Sete dias' é o prazo predito para a consumação do retorno.

Zhouyi BenyiComentário Tuan

Quando o firme retorna, há prosperidade. Falando da virtude do hexagrama: A diminuição e o crescimento do yin e do yang são o movimento natural do Céu. 'Zhǎng' (crescer) soa dīng zhàng fǎn.

Falando da estrutura do hexagrama: tendo nascido, cresce paulatinamente. Sob o acúmulo de yin, um único yang renasce. O coração do Céu e da Terra em gerar seres estivera à beira da extinção completa, mas, chegado a este ponto, torna a manifestar-se.

No ser humano, corresponde ao extremo da quietude que gera movimento, ao auge do mal que dá lugar ao bem — o princípio em que a mente original, quase extinta, ressurge à vista.

Mestre Cheng tratou disto pormenorizadamente, e o poema de Mestre Shao também declarou: 'No solstício de inverno, em meio à hora do Rato (Zi), o coração do Céu não sofreu desvio ou mudança.

Onde o primeiro yang principia seu movimento, na hora em que os dez mil seres ainda não nasceram, o sabor do vinho é ainda suave, o som da grande música é em extremo sutil. Se nestas palavras não crerdes, interrogai Fuxi'. Quão profundas são tais palavras!

Devem os estudiosos dedicar-se a elas com todo o coração.

Zhouyi BenyiGrande Imagem

Trata-se de recolher-se na quietude para nutrir o yang tênue e sutil. O Yue Ling prescreve que, neste mês, deve-se jejuar, purificar-se e resguardar o corpo, a fim de aguardar a fixação das energias do yin e do yang.

Yichuan YizhuanJuízo

Fù. A Ordem dos Hexagramas (Xu Gua) diz: 'As coisas não podem se esgotar para sempre; a desintegração, ao chegar ao cume do topo, retorna à base; por isso se lhe segue o Retorno'.

Não há na ordem das coisas o princípio de uma espoliação perpétua; assim, quando a espoliação atinge o ápice, sobrevém o retorno; no extremo do yin, o yang brota. A linha yang desintegrou-se no ápice e renasce embaixo: esgotando-se no alto, retorna à base.

É por isso que o Retorno sucede a Espoliação. A configuração do hexagrama mostra um yang nascendo sob cinco linhas yin: esgotado o yin, o yang ressurge.

No décimo mês do ano, a pujança do yin atinge o zênite; chegado o solstício de inverno, um yang renasce no seio da terra: eis por que se denomina Fù.

O yang representa a via do nobre: esgotando-se o yang, ele retorna; minguando o caminho do nobre até o extremo, ele volta a crescer; daí o sentido do regresso ao bem. 'O Retorno. Prosperidade': tendo havido retorno, há prosperidade.

O sopro do yang renasce embaixo, tornando-se aos poucos próspero e abundante para conceber e nutrir os dez mil seres.

Tendo o caminho do nobre retornado, ele gradualmente se difunde com êxito, derramando benefícios sob o Céu; por conseguinte, no retorno reside o princípio do florescimento e da prosperidade. 'Entrando e saindo sem dano': entrada e saída significam nascimento e crescimento.

Renascer no interior é entrar; crescer e avançar para o exterior é sair. Dizer primeiro 'sair' é para harmonia da frase. O nascer do yang não vem de fora: brota do interior, por isso diz-se 'entrar'.

No início da vida dos seres, seu sopro é sumamente tênue, daí haver frequentes dificuldades e aflições.

Ao principiar o yang, sua energia é sumamente tênue, sujeita a quebras e injúrias; o desabrochar primaveril do yang é quebrado pela friagem do yin, como se pode constatar observando a vegetação pela manhã e ao entardecer.

'Entrando e saindo sem dano' significa que o yang tênue nasce e cresce sem que nada o fira. Estando livre de dano e aproximando-se gradualmente os seus pares, ele alcançará o florescimento; portanto, 'não há culpa'.

A dita 'culpa', em se tratando da energia climática, traduz-se em erros e intempéries; no caso do nobre, consiste em estar obstruído sem poder realizar plenamente o seu princípio.

Embora pudesse haver quem tentasse lesar o yang em seu devido retorno, não seria capaz de sustá-lo, apenas causando-lhe estorvo passageiro; mas o talento do hexagrama traz o princípio da ausência de enfermidade, constituindo a excelência da via do retorno.

Um único yang recém-nascido, por ser extremamente tênue, decerto não é capaz de sobrepujar a multidão de yin e fazer brotar os dez mil seres; deve aguardar a vinda dos demais yangs para então consumar a obra da geração vital sem discrepâncias; assim, pela chegada dos companheiros, fica-se 'livre de culpa'.

Os sopros dos três yangs em Zi, Chou e Yin geram e completam os seres: tal é a obra da multidão de yangs. Da mesma forma, se a via do nobre, após minguar, ressurge, como poderia sobrepujar de imediato os vis?

É mister que sua hoste e seus pares cresçam gradualmente, para que juntos conjuguem forças e os vençam. Refere-se ao caminho do declínio e do crescimento, que se alternam mutuamente. O declínio do yang, chegado ao sétimo dia, alcança o retorno.

Em Gòu principia o declínio do yang; com sete transformações consuma-se Fù; por isso se diz 'sete dias', aludindo a sete mutações. Quando Lín declara que 'ao oitavo mês haverá infortúnio', refere-se ao avanço do yang que atinge a proliferação do yin após decorridos oito meses.

Avançando o yang, o yin retrocede; crescendo a via do nobre, a do homem vil fenece; logo, 'é favorável ter para onde ir'.

Yichuan YizhuanComentário Tuan

'O Retorno traz prosperidade' significa que, retornando o firme, há sucesso. Quando a firmeza yang atinge o limite do declínio e retorna, tornando a vir, ela gradualmente cresce em esplendor e encontra livre curso.

'Move-se e atua com docilidade; por isso, ao sair e entrar, não há enfermidade, e a vinda de amigos é isenta de culpa': aqui se explica a razão disso a partir das qualidades do hexagrama. O trigrama inferior move-se e o superior é dócil: isto é mover-se e atuar com docilidade.

O retorno do yang firme move-se com docilidade, e por isso consegue sair e entrar sem dano, e a chegada dos companheiros fica livre de culpa. A própria vinda dos companheiros é também um movimento em harmonia dócil.

'O seu caminho vai e volta; ao sétimo dia há de vir o retorno': o curso do Céu e da Terra opera dessa forma. O declínio e o crescimento se sucedem mutuamente: tal é o princípio do Céu. Crescendo o caminho do nobre firme e reto, 'é favorável ter para onde ir'.

O retorno de um único yang na base constitui o próprio coração do Céu e da Terra em gerar seres. Os letrados do passado supunham que na quietude se contemplava o coração do Céu e da Terra, porventura ignorando que é no próprio broto do movimento que reside esse coração.

A não ser quem compreende a Via, quem seria capaz de reconhecê-lo?

Yichuan YizhuanGrande Imagem

O trovão decorre do entrechocar-se do yin e do yang gerando estrondo; estando o yang fraco e tênue, ele ainda não pode explodir. O trovão no seio da terra é a hora em que o yang principia o retorno.

O yang começa a nascer embaixo com extrema fragilidade; somente mediante a quietude poderá crescer. O rei ancestral seguia a via celeste: no dia do solstício, em que o yang principia o seu nascimento, recolhia-se na quietude para nutri-lo.

Por isso, fechavam-se as passagens para que mercadores e viajantes não circulassem, e o soberano não inspecionava as quatro regiões, contemplando a imagem do Retorno e conformando-se ao curso do Céu.

O mesmo se dá na própria pessoa: deve-se manter a quietude para alimentar o seu yang.

Zhouyi ZhuComentário Tuan

Entrar é retornar; sair é o crescimento da firmeza; por isso se diz 'sem enfermidade'. Enfermidade tem o sentido de aflição ou moléstia. 'Companheiros' designa as linhas yang.

Desde o momento em que o sopro yang se esgota por completo na desintegração até a hora em que sobrevém o retorno, decorrem ao todo sete dias. Pelo movimento do Céu, o vaivém não ultrapassa sete dias: o retorno não pode tardar. Indo adiante, o caminho dos homens vis dissipa-se.

O Retorno consiste em retornar à raiz; o Céu e a Terra tomam a raiz como seu coração. Em tudo, quando o movimento cessa, há quietude; a quietude não é o mero oposto do movimento. Quando a fala cessa, há silêncio; o silêncio não é o mero oposto da fala.

Por conseguinte, embora o Céu e a Terra sejam grandiosos e ricos de dez mil seres, onde o trovão ressoa e o vento sopra em miríades de transformações, o vazio silencioso e o Não-ser supremo são a sua verdadeira raiz.

Portanto, o cessar do movimento no seio da terra é onde se manifesta o coração do Céu e da Terra. Se tomassem o Ser e a atividade como coração, os diversos seres não lograriam subsistir juntos.

Zhouyi ZhuGrande Imagem

'Regiões' (fāng) significa afazeres. O solstício de inverno é o retorno do yin [à quietude com o despontar do yang]; o solstício de verão é o retorno do yang [à quietude com o despontar do yin].

Por isso, realizar o Retorno significa chegar ao silêncio da profunda quietude; os antigos reis agiam tomando o Céu e a Terra por modelo. O movimento retorna à quietude, a marcha retorna à parada, o afazer retorna ao desprendimento da ação.

Zhouyi ZhengyiJuízo

O Sentido Correto (Zhengyi) afirma: 'O Retorno. Prosperidade': o sopro yang retorna e alcança livre curso; daí 'O Retorno. Prosperidade'.

'Entrando e saindo sem dano': sair é o crescimento da firmeza, entrar é o retorno do yang; conformando-se plenamente ao seu tempo, não há enfermidade. 'Amigos vêm, sem culpa': amigos refere-se ao yang.

Havendo o retorno da multidão de yangs reunindo-se como companheiros, não há culpa. Se não fosse a vinda da multidão yang, haveria culpa; sendo a vinda de seus pares, fica-se livre de falta.

'O seu caminho vai e volta; ao sétimo dia há de vir o retorno': deseja-se que o vaivém seja célere e conforme à Via, sem se distanciar em demasia; apenas sete dias e dá-se o retorno, o que concorda com o Tao.

'É favorável ter para onde ir': porque o sopro yang está a crescer, e avançando faz declinar a via dos homens vis; por isso 'é favorável ter para onde ir'.

Zhouyi ZhengyiComentário Tuan

Do 'Tuan diz' até 'sem culpa'.

O Sentido Correto afirma: 'O Retorno. Prosperidade' deve-se ao fato de que, retornando o yang, há prosperidade; assim, explica-se ligando prosperidade ao retorno. 'O firme retorna, move-se e atua com docilidade': primeiro elucida o sentido de 'O Retorno.

Prosperidade' e em seguida expõe a razão de 'ao sair e entrar não há enfermidade, e a vinda de amigos é isenta de culpa'; daí dizer: 'por isso, ao sair e entrar, não há enfermidade...'.

O Sentido Correto afirma: 'o sopro yang principia após esgotar-se na desintegração', isto é, a partir do término da perda total até que o sopro yang retorne, passam-se ao todo sete dias.

Examinando a intenção do Comentário de Wang Bi, decorrem sete dias desde o fim da espoliação até o retorno. Seu Comentário é límpido.

Mestres Chu e Zhuang afirmavam que, 'nascendo um yin no quinto mês e nascendo um yang no décimo primeiro mês', transcorrem ao todo sete meses; e ter dito 'sete dias' em vez de meses decorreria do anseio de enfatizar que o crescimento do yang deve ser veloz, mudando-se mês para dia.

Todavia, agora Wang Fusi diz que de 'completamente esgotado' até 'vir o retorno' transcorrem sete dias. Se se contasse a partir do quinto mês, como poderia ele falar em 'principiar após esgotar-se'?

Além disso, o hexagrama Lín trata do crescimento do yang mencionando oito meses; por que Fù, tratando igualmente do crescimento do yang, mudaria unicamente para dias dizendo 'sete dias'?

Pelo comentário, vê-se decerto que ele não admitia tal hipótese, adotando a tese dos 'seis dias e sete partes' dos Apócrifos do Yi (Yi Wei), em consonância com o ensinamento de Zheng Xuan, embora omitindo os pormenores no texto.

O Apócrifo Yi Wei Ji Lan Tu declara: 'O sopro dos hexagramas tem início em Zhong Fu'. Assim, Li, Kan, Zhen e Dui governam cada qual um dos quatro pontos cardeais.

Os sessenta hexagramas restantes têm seis linhas cada, e cada linha governa um dia, perfazendo trezentos e sessenta dias.

Sobram cinco dias e um quarto de dia; dividindo cada dia em oitenta partes, cinco dias somam quatrocentas partes, e um quarto de dia soma vinte partes, totalizando quatrocentas e vinte partes.

Distribuídas entre sessenta hexagramas, obtêm-se sete partes para cada, ou seja, cada hexagrama rege seis dias e sete partes. O término do sopro yang no hexagrama Bō ocorre no fim do nono mês; no décimo mês vigora Kūn pura. O hexagrama Kūn dura seis dias e sete partes.

Ao término de Kūn, advém o yang de Fù: de Bō esgotado ao retorno do yang, interpõe-se o hexagrama Kūn com seus seis dias e sete partes, o que por arredondamento é chamado por Wang Bi de 'ao todo sete dias'.

'Vai e volta' encerra a ideia de sair e entrar: 'ir' é recolher-se e voltar; 'retornar' é, após voltar, ascender novamente. O Sentido Correto afirma: 'O seu caminho vai e volta; ao sétimo dia há de vir o retorno.

É o curso do Céu': explica-se o ir e vir em sete dias pelo próprio movimento celeste. Mostra que o retorno encontra o seu caminho legítimo, completando-se em apenas sete dias sem longas demoras.

Este é o operar do Céu: extinguindo-se o yang celeste, em não mais de sete dias ele torna a brotar, o que é a lei natural do Céu; por isso se diz 'é o curso do Céu'. O Sentido Correto afirma: explica-se 'é favorável ter para onde ir' pelo princípio do 'crescimento do firme'.

'No Retorno manifesta-se o coração do Céu e da Terra!'.

O Sentido Correto afirma: isto louva e esclarece o significado de Fù.

O Céu e a Terra nutrem os dez mil seres tendo a quietude por coração; sem agir artificialmente, as coisas se fazem; sem deliberar o gerar, os seres se geram; silenciosos e imóveis, tal é o coração do Céu e da Terra.

Na imagem do hexagrama Fù, o 'movimento' cessa no seio da terra: o trovão sob a terra repousa sem mover-se, cujo repouso silencioso assemelha-se ao coração do Céu e da Terra. Ao contemplar a imagem de Fù, 'manifesta-se o coração do Céu e da Terra'.

O Céu e a Terra não possuem um regente antropomórfico; como teriam um coração físico? Toma-se a mente dos afazeres humanos emprestada ao Céu e à Terra para ilustrar este princípio soberano.

Sobre o Comentário 'O Retorno consiste em retornar à raiz' até 'não lograriam subsistir juntos'.

O Sentido Correto afirma: 'retornar à raiz' significa que, tendo antes partido do lugar de origem, agora se retorna a ele. 'O Céu e a Terra tomam a raiz como coração': raiz denota a quietude. Diz-se que o Céu e a Terra, imóveis no silêncio, tomam a raiz por coração.

Em tudo, quando o movimento cessa, sobrevém a quietude; a quietude não existe apenas em contraste com o movimento. No dinamismo celeste, a quietude é a raiz e o movimento é o ramo: a quietude prevalece pelo tempo, o movimento dura pouco.

Havendo movimento transitório, ao cessar retorna-se à quietude; a quietude, sendo a raiz primordial, existe por si e não provém da oposição ao movimento; daí dizer-se que 'não é o mero oposto do movimento'.

'Quando a fala cessa, há silêncio; o silêncio não é o mero oposto da fala': a fala é a agitação da voz, o silêncio é a quietude da boca; quando não se fala, reina o silêncio perpétuo.

Não é por haver fala que o silêncio existe; movimento e quietude, palavra e silêncio, distinguem-se ontologicamente.

'Embora o Céu e a Terra sejam grandiosos e ricos de dez mil seres, onde o trovão ressoa e o vento sopra em miríades de transformações': isto retrata o movimento do cosmos.

'O vazio silencioso e o Não-ser supremo são a sua verdadeira raiz' encerra dois sentidos: primeiro, embora as coisas se movam por fora, o Céu e a Terra permanecem no silêncio em seu interior; o exterior é o ramo e o interior é a raiz, mostrando que o Céu e a Terra operam sem volição egoísta.

Segundo, embora trovoem e soprem em incontáveis transmutações, quando o vento e o trovão cessam e as mutações repousam, tudo retorna ao vazio silencioso.

'Se tomassem o Ser por coração, os diversos seres não lograriam subsistir juntos': tomando o Não-ser por coração, o eu e o outro igualam-se, próximos e distantes recebem a mesma equidade, sem lesar nenhuma espécie e encontrando todos a paz.

Se tomassem o Ser e o apego por coração, o ego fechar-se-ia em si sem estender-se aos seres, e os seres não poderiam acolher-se em harmonia; assim seriam lesados e 'não lograriam subsistir juntos'.

Zhouyi ZhengyiGrande Imagem

De 'O Grande Simbolismo diz' até 'o soberano não inspecionava as regiões'.

O Sentido Correto afirma: 'O trovão no seio da terra: o Retorno'. Sendo o trovão coisa que se move, e o hexagrama Fù tendo por essência a quietude do repouso, diz-se 'o trovão no seio da terra'.

'Os antigos reis, no dia do solstício, fechavam as passagens': imitando o hexagrama Fù, nos dias dos dois solstícios trancavam as fronteiras, impedindo que viajantes e mercadores andassem pelos caminhos.

'O soberano não inspecionava as regiões': regiões denota os negócios de Estado; o príncipe não se dedicava a examinar as tarefas de governo.

Assim como a terra encerra e oculta o trovão, fecham-se os portões e cessam as viagens, e os soberanos abstêm-se de gerir tarefas, colhendo o sentido de 'repouso do movimento'.

Sobre o comentário 'Regiões significa afazeres' até 'o afazer retorna ao desprendimento da ação'.

O Sentido Correto afirma: temeu-se que 'regiões' pudesse denotar os quatro quadrantes do território, daí explicá-lo como negócios de Estado. No dia do solstício, não só não se deve viajar, como também convém abster-se de gerir tarefas.

'O solstício de inverno é o retorno do yin; o solstício de verão é o retorno do yang': retorno é voltar à raiz, sendo a quietude a raiz do movimento. No solstício de inverno brota o primeiro yang: o yang entra em ação e o yin retorna à quietude.

No solstício de verão brota o primeiro yin: o yin entra em ação e o yang retorna à quietude.

'O movimento retorna à quietude, a marcha retorna à parada, o afazer retorna ao desprendimento da ação': o movimento, ao retornar, volta à calma; o caminhar, ao retornar, detém-se; a ação, ao retornar, dissolve-se no desprendimento sereno.

Fontes

I Ching · #24 O retorno → Almanaque desta data →